segunda-feira, 6 de maio de 2013

let me live my life the way I have to!



Logo no início do meu primeiro (e último) texto, eu disse que era possível que eu não abandonasse este blog e... adivinhem! Não, não precisam adivinhar, é só olhar a data. Abandonei... sem querer. O tempo foi passando e eu simplesmente não percebi. Ou, quando percebi, não consegui escrever nada de produtivo, já que eu precisava produzir bastante para a faculdade, me era o suficiente.
Não sei qual é o meu problema com blogs (os meus, claro). Consigo acompanhar alguns de vez em quando e é uma prática que me alegra. Gosto bastante de ler textos dos outros, mas quando é a minha vez, não sei o que acontece. Antigamente eu conseguia escrever muito mais. Preciso me disciplinar para conseguir atualizar este blog com frequência. Diariamente é algo impossível a curto prazo, mas quem sabe a longo... o foco é o momento e até eu chegar lá, preciso treinar e me esforçar bastante.
Não que alguém esteja realmente interessado em ler o que eu escrevo, mas é algo comigo mesmo, um meio de colocar pra fora o que se passa nessa cabeça tão complexa e atordoada, muitas vezes confusa e perdida em si mesma. Talvez até seja por isso que eu não tenha conseguido escrever sobre meus pensamentos/sentimentos. Tenho passado muito tempo com a cabeça confusa, sem tomar um rumo ou chegar a uma conclusão. Em alguns momentos até consigo alguma coisa, mas acabo esquecendo de escrever, o que é um desperdício.
Ao começar a escrever este texto, não tinha certeza sobre o que ia escrever, mas agora, após uma ida à manicure, quero desenvolver algo que foi levantado lá sobre a maneira com a qual as pessoas encaram a vida.
Minha manicure estava falando de um garoto que ela conhece que tem 13 anos, estuda em escola particular, tem mãe, pai, etc e é um garoto revoltado. Não sei exatamente o que ela quis dizer com “revoltado”, em qual sentido ela o classificou, mas o que me chamou a atenção foi que, claro, ela foi dar pitaco na vida dele. Ela foi dizer que ele devia dar graças à Deus por ter tudo o que ele tem e blá blá blá, num tom de reprovação. A propósito, ela estava comentando isso com a minha mãe, que também estava reprovando o comportamento do garoto. Comecei a pensar em como seria se ela soubesse que eu não sou muito diferente dele...
Ok, todo mundo deve curtir a vida e etc e tal, tem muita gente em situação muito pior, mas as pessoas não entendem que passamos por períodos de revolta, de desarmonia com as coisas ao nosso redor e até com a gente mesmo. Isso me revolta (rs).
Para elas, precisamos estar o tempo todo sorrindo e encarando a vida de maneira feliz. Seria ótimo se pudéssemos levar as coisas somente pelo lado bom, mas na minha visão, só um ser humano muito evoluído é capaz de fazer isso. Como eu ainda não sou, sigo reclamando e tendo meus acessos de raiva. É claro que também fico muito feliz e levo meus dias de maneira mais leve, mas isso não quer dizer que eu consiga ser assim sempre. E isso também não quer dizer que eu seja infeliz.
Uma coisa que eu levo para a minha vida é a ideia de que revolta, desconforto, geram mudanças, para que as coisas melhorem, se encaixem. Claro que eu não quero estar desconfortável frequentemente, mas passar por isso às vezes é necessário, é importante! E eu não vou estar feliz quando eu perceber que algo está errado. O processo é duro e às vezes demorado, até que eu me sinta em paz com aquilo.
Muitas vezes, se estamos revoltados (independente da idade, e ainda mais na adolescência! Puta fase complicada - porém boa - e só percebemos isso depois) é porque estamos tentando nos encontrar e não conseguimos, às vezes não sabemos onde está o erro, muito menos como consertá-lo. E cada um lida com isso da maneira que lhe cabe. Os outros só têm a ver com isso se dão conselhos que acrescentam, se dão conforto, força, apoio. Não adianta chegar alguém e falar “para de reclamar”, a pessoa só vai parar se perceber que isso está fazendo mal a ela. Se não houver uma conversa profunda, sem saber o que se passa realmente com a pessoa, vai fazer com que ela permaneça exatamente onde ela está. E o comentário superficial só vai gerar mais raiva (eu, pelo menos, ficaria. Quem te deu o direito de falar o que eu devo ou não fazer com relação a mim mesma?). Vejam bem, trata-se de uma questão totalmente pessoal e da relação de cada um consigo mesmo.
Pelo direito de levar a minha vida como eu bem entender e de passar pelos processos que fazem parte da vida.
P.s.: É possível que eu desenvolva ainda mais essa teoria em outro post. Ou não.

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