terça-feira, 7 de maio de 2013

write a text about a man that you admire

Em agosto do ano passado, meu professor de Jornalismo Básico passou um trabalho no qual deveríamos escolher alguém e fazer o perfil desta pessoa. Não precisei pensar muito até tomar a decisão de que perfilaria o querido Gustavo Szuster. Ao decidir, também pensei que faria deste um bom texto e o resultado veio duas semanas depois: a maior nota possível e um elogio do professor, dizendo que tinha sido o melhor texto meu que recebeu. Então, resolvi contar ao Gutto e publicar o trabalho aqui para que ele visse também.
P.s.: não escrevi mais pois o trabalho tinha limite de caracteres. Acho que consegui resumir o que aconteceu naquele dia. Embora óbvio, que fique claro: Gustavo Szuster não se resume apenas a estas qualidades que destaquei.


 Na bateria do ator



O show começa sem maiores atrasos. A banda composta por quatro integrantes começa a tocar a primeira música de seu último CD para uma plateia diferente entre si, mas sem preconceitos. Domingo à tarde, um belo sol presenteava aquela rua da Vila Madalena que fazia parte de uma feira que ocorre há 35 anos naquele mesmo bairro.

Normalmente, o som da bateria tem um belo destaque, mas não é possível prestar tanta atenção ao baterista porque o vocalista fica à sua frente. Não é o que acontece com Gustavo Szuster. Com o dom de tocar bateria, ele se destaca na banda à qual pertence. Enquanto exerce uma de suas funções, seus cabelos loiros e lisos voam à medida que a força com a qual ele bate a baqueta aumenta. As caretas que faz e seus movimentos rápidos mostram como é bom naquilo que escolheu fazer.

Com uma camiseta preta, uma bermuda jeans e um par de tênis da marca Adidas, ele deixa o palco após aproximadamente 50 minutos de pura dedicação. Nesse meio tempo foi possível perceber alguns sorrisos, olhares focados na plateia e pouquíssimos minutos completamente parado, respirando ofegante depois de mais uma canção que exigiu muito de seu corpo. É ele que, batendo uma baqueta na outra, faz a contagem para que a próxima música possa começar, assim como a maioria dos bateristas faz. Num desses momentos, ele e os outros homens da banda não se entrosaram e quase que a  música começa sem o consentimento de todos, até que perceberam, se entreolharam e riram, refazendo a contagem e permitindo que a música começasse na sua devida hora.

Depois de, literalmente, dar um show, ele desce do palco e vai para a parte de trás deste. Cansado, suado e bem humorado, Gustavo aparece pouco depois à frente do palco para cumprimentar os fãs que aguardavam o momento certo para se dirigirem aos ídolos. Com maquiagem nos olhos, diz que está cansado porque foi dormir à 1h30 e acordou às 3 da manhã para gravar um comercial de uma concessionária das 4h até quase a hora do show. Ainda assim, ele foi completamente atencioso com aqueles que ali estavam.

Além de músico, Gutto - como gosta de ser chamado -, é ator. Por isso estava gravando o tal comercial. Recentemente recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado, com o filme "24 horas com Carolina".

Desde o começo ele tinha dito que gostaria de tomar um chopp. Quando acabou de tocar, ganhou um e enquanto o bebia, conversava com os outros integrantes e alguns fãs, num papo descontraído e divertido, fazendo com que fosse possível ver o seu sorriso muitas vezes. Após o pedido de uma fã, ele foi tirar uma foto com ela e, ao ver a foto, reclamou: "Estou com cara de acabado". Tiraram outra, com a seguinte afirmação dele: "Vamos ver se saio com uma cara melhor" e ao ver o resultado, fez a mesma reclamação da foto anterior. Desencanando de tirar outra foto, sorriu e voltou a conversar.

Depois de bons minutos ao ar livre, com a noite chegando e a lembrança de que o dia seguinte era uma segunda-feira, Gustavo - que não tirou sua mochila das costas desde que desceu do palco - deixou o evento com dois dos seus três companheiros de banda, sob os olhares de uma admiradora que gostaria de ganhar mais um abraço, esperando pelo próximo dia que poderá apreciar mais um grande show e alguns minutos da atenção de seus queridos músicos. Em especial, daquele loiro que está se tornando o seu "xodó" na banda.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

let me live my life the way I have to!



Logo no início do meu primeiro (e último) texto, eu disse que era possível que eu não abandonasse este blog e... adivinhem! Não, não precisam adivinhar, é só olhar a data. Abandonei... sem querer. O tempo foi passando e eu simplesmente não percebi. Ou, quando percebi, não consegui escrever nada de produtivo, já que eu precisava produzir bastante para a faculdade, me era o suficiente.
Não sei qual é o meu problema com blogs (os meus, claro). Consigo acompanhar alguns de vez em quando e é uma prática que me alegra. Gosto bastante de ler textos dos outros, mas quando é a minha vez, não sei o que acontece. Antigamente eu conseguia escrever muito mais. Preciso me disciplinar para conseguir atualizar este blog com frequência. Diariamente é algo impossível a curto prazo, mas quem sabe a longo... o foco é o momento e até eu chegar lá, preciso treinar e me esforçar bastante.
Não que alguém esteja realmente interessado em ler o que eu escrevo, mas é algo comigo mesmo, um meio de colocar pra fora o que se passa nessa cabeça tão complexa e atordoada, muitas vezes confusa e perdida em si mesma. Talvez até seja por isso que eu não tenha conseguido escrever sobre meus pensamentos/sentimentos. Tenho passado muito tempo com a cabeça confusa, sem tomar um rumo ou chegar a uma conclusão. Em alguns momentos até consigo alguma coisa, mas acabo esquecendo de escrever, o que é um desperdício.
Ao começar a escrever este texto, não tinha certeza sobre o que ia escrever, mas agora, após uma ida à manicure, quero desenvolver algo que foi levantado lá sobre a maneira com a qual as pessoas encaram a vida.
Minha manicure estava falando de um garoto que ela conhece que tem 13 anos, estuda em escola particular, tem mãe, pai, etc e é um garoto revoltado. Não sei exatamente o que ela quis dizer com “revoltado”, em qual sentido ela o classificou, mas o que me chamou a atenção foi que, claro, ela foi dar pitaco na vida dele. Ela foi dizer que ele devia dar graças à Deus por ter tudo o que ele tem e blá blá blá, num tom de reprovação. A propósito, ela estava comentando isso com a minha mãe, que também estava reprovando o comportamento do garoto. Comecei a pensar em como seria se ela soubesse que eu não sou muito diferente dele...
Ok, todo mundo deve curtir a vida e etc e tal, tem muita gente em situação muito pior, mas as pessoas não entendem que passamos por períodos de revolta, de desarmonia com as coisas ao nosso redor e até com a gente mesmo. Isso me revolta (rs).
Para elas, precisamos estar o tempo todo sorrindo e encarando a vida de maneira feliz. Seria ótimo se pudéssemos levar as coisas somente pelo lado bom, mas na minha visão, só um ser humano muito evoluído é capaz de fazer isso. Como eu ainda não sou, sigo reclamando e tendo meus acessos de raiva. É claro que também fico muito feliz e levo meus dias de maneira mais leve, mas isso não quer dizer que eu consiga ser assim sempre. E isso também não quer dizer que eu seja infeliz.
Uma coisa que eu levo para a minha vida é a ideia de que revolta, desconforto, geram mudanças, para que as coisas melhorem, se encaixem. Claro que eu não quero estar desconfortável frequentemente, mas passar por isso às vezes é necessário, é importante! E eu não vou estar feliz quando eu perceber que algo está errado. O processo é duro e às vezes demorado, até que eu me sinta em paz com aquilo.
Muitas vezes, se estamos revoltados (independente da idade, e ainda mais na adolescência! Puta fase complicada - porém boa - e só percebemos isso depois) é porque estamos tentando nos encontrar e não conseguimos, às vezes não sabemos onde está o erro, muito menos como consertá-lo. E cada um lida com isso da maneira que lhe cabe. Os outros só têm a ver com isso se dão conselhos que acrescentam, se dão conforto, força, apoio. Não adianta chegar alguém e falar “para de reclamar”, a pessoa só vai parar se perceber que isso está fazendo mal a ela. Se não houver uma conversa profunda, sem saber o que se passa realmente com a pessoa, vai fazer com que ela permaneça exatamente onde ela está. E o comentário superficial só vai gerar mais raiva (eu, pelo menos, ficaria. Quem te deu o direito de falar o que eu devo ou não fazer com relação a mim mesma?). Vejam bem, trata-se de uma questão totalmente pessoal e da relação de cada um consigo mesmo.
Pelo direito de levar a minha vida como eu bem entender e de passar pelos processos que fazem parte da vida.
P.s.: É possível que eu desenvolva ainda mais essa teoria em outro post. Ou não.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Try again!


Faz seis meses que o layout deste blog está pronto. Porém, não vinha tendo vontade/tempo/inspiração para finalmente começá-lo. Não é a primeira vez que tento ter um blog, mas os tempos mudaram e é possível que eu não abandone este, ou talvez abandone... enfim! Senti vontade de recomeçar, graças à duas amigas (xarás entre si, por sinal) que me motivaram a voltar para a blogosfera.
Para escrever sobre algum tema específico neste post, resolvi procurar textos para me inspirarem. Lembrei de ir ao site da Época olhar a coluna do Ivan Martins da semana retrasada e me deparei com o seguinte título da coluna mais recente do Walcyr Carrasco: A felicidade obrigatória. Resolvi ler.
Logo no começo, Walcyr diz que é adepto da ideia de que, quando as pessoas estão tristes, elas devem chorar mesmo, até a última gota. Eu também sou. Não gosto de sofrer e muito menos de ver as pessoas que gosto sofrendo. Porém, acho que é necessário. Não é bom pularmos estágios das nossas experiências, forçar uma felicidade que ainda não existe. Ao mesmo tempo, acho que as pessoas não podem prolongar o sofrimento, procurar permanecer na fossa. O que acaba se tornando um paradoxo. O ser humano, seus sentimentos, suas emoções acabam se tornando um paradoxo às vezes.
Cada um tem seu tempo, cada um tem sua maneira de retornar ao dia-a-dia, mas ficar naquela tristeza, como que "por obrigação", não faz parte das lições que tiramos de uma decepção (ou faz?). Sofrer por pouco tempo não quer dizer que não tenha sofrido. Pode ser que a dor tenha sido mais intensa por um curto período. Uma vez, disse "permita-se sofrer. Mas não permita-se sofrer por tempo demais". Não pelo reflexo que isso terá nos que estão ao seu redor, mas pelo seu próprio bem-estar.
Pulando para o campo dos relacionamentos, uma das preocupações do meu primo que levou um pé na bunda da namorada de quem ele gosta até hoje era com o que ela ia achar se o visse seguindo em frente, achando que ele tinha superado "rápido" o fim do relacionamento deles. E a minha resposta foi: ela não sabe o quanto doeu em você, ela não sabe o quanto você sentiu pela separação de vocês, as noites que você não conseguiu dormir. Então, não importa se ela vai achar que foi rápido. Não foi ela que passou pelo que você passou. Ela não achou que você ia chorar pelo resto da vida, né?
Que mania que temos (sim, NÓS) de nos preocuparmos com o que os outros vão achar dos nossos sentimentos! Tudo bem, eu entendo. Algumas pessoas realmente se importam com a felicidade ou a tristeza que sentimos, seja porque gostam de nós, seja porque apenas têm curiosidade em saber pelo que estamos passando (comportamento que as redes sociais ajudaram a incentivar). Também entendo que ele esteja preocupado com isso porque gosta dela. Mas libertar-se desse tipo de preocupação só tem a nos auxiliar! Permitir que sintamos aquilo que nos ocorre no momento, sem medo, porque o que vamos viver ficará conosco. Por mais que pareça difícil, em alguns casos dá certo.

"Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração."

P.s.: não abordei o texto do Walcyr pela principal perspectiva dele. Puxei o gancho de um assunto que estava no meio do que ele queria dizer e fiz a minha análise. Talvez, em outro post, eu fale sobre a tal "felicidade obrigatória", já que abordei mais o campo dos relacionamentos e do sofrimento com o fim deles. Claro que não incluí tudo o que um término implica, só usei um caso que me foi apresentado para fazer uma abordagem. Por que estou me explicando? Ai, que preguiça.