segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Try again!


Faz seis meses que o layout deste blog está pronto. Porém, não vinha tendo vontade/tempo/inspiração para finalmente começá-lo. Não é a primeira vez que tento ter um blog, mas os tempos mudaram e é possível que eu não abandone este, ou talvez abandone... enfim! Senti vontade de recomeçar, graças à duas amigas (xarás entre si, por sinal) que me motivaram a voltar para a blogosfera.
Para escrever sobre algum tema específico neste post, resolvi procurar textos para me inspirarem. Lembrei de ir ao site da Época olhar a coluna do Ivan Martins da semana retrasada e me deparei com o seguinte título da coluna mais recente do Walcyr Carrasco: A felicidade obrigatória. Resolvi ler.
Logo no começo, Walcyr diz que é adepto da ideia de que, quando as pessoas estão tristes, elas devem chorar mesmo, até a última gota. Eu também sou. Não gosto de sofrer e muito menos de ver as pessoas que gosto sofrendo. Porém, acho que é necessário. Não é bom pularmos estágios das nossas experiências, forçar uma felicidade que ainda não existe. Ao mesmo tempo, acho que as pessoas não podem prolongar o sofrimento, procurar permanecer na fossa. O que acaba se tornando um paradoxo. O ser humano, seus sentimentos, suas emoções acabam se tornando um paradoxo às vezes.
Cada um tem seu tempo, cada um tem sua maneira de retornar ao dia-a-dia, mas ficar naquela tristeza, como que "por obrigação", não faz parte das lições que tiramos de uma decepção (ou faz?). Sofrer por pouco tempo não quer dizer que não tenha sofrido. Pode ser que a dor tenha sido mais intensa por um curto período. Uma vez, disse "permita-se sofrer. Mas não permita-se sofrer por tempo demais". Não pelo reflexo que isso terá nos que estão ao seu redor, mas pelo seu próprio bem-estar.
Pulando para o campo dos relacionamentos, uma das preocupações do meu primo que levou um pé na bunda da namorada de quem ele gosta até hoje era com o que ela ia achar se o visse seguindo em frente, achando que ele tinha superado "rápido" o fim do relacionamento deles. E a minha resposta foi: ela não sabe o quanto doeu em você, ela não sabe o quanto você sentiu pela separação de vocês, as noites que você não conseguiu dormir. Então, não importa se ela vai achar que foi rápido. Não foi ela que passou pelo que você passou. Ela não achou que você ia chorar pelo resto da vida, né?
Que mania que temos (sim, NÓS) de nos preocuparmos com o que os outros vão achar dos nossos sentimentos! Tudo bem, eu entendo. Algumas pessoas realmente se importam com a felicidade ou a tristeza que sentimos, seja porque gostam de nós, seja porque apenas têm curiosidade em saber pelo que estamos passando (comportamento que as redes sociais ajudaram a incentivar). Também entendo que ele esteja preocupado com isso porque gosta dela. Mas libertar-se desse tipo de preocupação só tem a nos auxiliar! Permitir que sintamos aquilo que nos ocorre no momento, sem medo, porque o que vamos viver ficará conosco. Por mais que pareça difícil, em alguns casos dá certo.

"Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração."

P.s.: não abordei o texto do Walcyr pela principal perspectiva dele. Puxei o gancho de um assunto que estava no meio do que ele queria dizer e fiz a minha análise. Talvez, em outro post, eu fale sobre a tal "felicidade obrigatória", já que abordei mais o campo dos relacionamentos e do sofrimento com o fim deles. Claro que não incluí tudo o que um término implica, só usei um caso que me foi apresentado para fazer uma abordagem. Por que estou me explicando? Ai, que preguiça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário