P.s.: não escrevi mais pois o trabalho tinha limite de caracteres. Acho que consegui resumir o que aconteceu naquele dia. Embora óbvio, que fique claro: Gustavo Szuster não se resume apenas a estas qualidades que destaquei.
Na bateria do ator
O show começa sem maiores atrasos. A banda composta por quatro integrantes começa a tocar a primeira música de seu último CD para uma plateia diferente entre si, mas sem preconceitos. Domingo à tarde, um belo sol presenteava aquela rua da Vila Madalena que fazia parte de uma feira que ocorre há 35 anos naquele mesmo bairro.
Normalmente, o som da bateria tem um belo destaque, mas não é possível prestar tanta atenção ao baterista porque o vocalista fica à sua frente. Não é o que acontece com Gustavo Szuster. Com o dom de tocar bateria, ele se destaca na banda à qual pertence. Enquanto exerce uma de suas funções, seus cabelos loiros e lisos voam à medida que a força com a qual ele bate a baqueta aumenta. As caretas que faz e seus movimentos rápidos mostram como é bom naquilo que escolheu fazer.
Com uma camiseta preta, uma bermuda jeans e um par de tênis da marca Adidas, ele deixa o palco após aproximadamente 50 minutos de pura dedicação. Nesse meio tempo foi possível perceber alguns sorrisos, olhares focados na plateia e pouquíssimos minutos completamente parado, respirando ofegante depois de mais uma canção que exigiu muito de seu corpo. É ele que, batendo uma baqueta na outra, faz a contagem para que a próxima música possa começar, assim como a maioria dos bateristas faz. Num desses momentos, ele e os outros homens da banda não se entrosaram e quase que a música começa sem o consentimento de todos, até que perceberam, se entreolharam e riram, refazendo a contagem e permitindo que a música começasse na sua devida hora.
Depois de, literalmente, dar um show, ele desce do palco e vai para a parte de trás deste. Cansado, suado e bem humorado, Gustavo aparece pouco depois à frente do palco para cumprimentar os fãs que aguardavam o momento certo para se dirigirem aos ídolos. Com maquiagem nos olhos, diz que está cansado porque foi dormir à 1h30 e acordou às 3 da manhã para gravar um comercial de uma concessionária das 4h até quase a hora do show. Ainda assim, ele foi completamente atencioso com aqueles que ali estavam.
Além de músico, Gutto - como gosta de ser chamado -, é ator. Por isso estava gravando o tal comercial. Recentemente recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado, com o filme "24 horas com Carolina".
Desde o começo ele tinha dito que gostaria de tomar um chopp. Quando acabou de tocar, ganhou um e enquanto o bebia, conversava com os outros integrantes e alguns fãs, num papo descontraído e divertido, fazendo com que fosse possível ver o seu sorriso muitas vezes. Após o pedido de uma fã, ele foi tirar uma foto com ela e, ao ver a foto, reclamou: "Estou com cara de acabado". Tiraram outra, com a seguinte afirmação dele: "Vamos ver se saio com uma cara melhor" e ao ver o resultado, fez a mesma reclamação da foto anterior. Desencanando de tirar outra foto, sorriu e voltou a conversar.
Depois de bons minutos ao ar livre, com a noite chegando e a lembrança de que o dia seguinte era uma segunda-feira, Gustavo - que não tirou sua mochila das costas desde que desceu do palco - deixou o evento com dois dos seus três companheiros de banda, sob os olhares de uma admiradora que gostaria de ganhar mais um abraço, esperando pelo próximo dia que poderá apreciar mais um grande show e alguns minutos da atenção de seus queridos músicos. Em especial, daquele loiro que está se tornando o seu "xodó" na banda.
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